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REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA NO SUS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A SAÚDE PÚBLICA

Durante a conversa, Nilton Pereira Júnior abordou a situação atual da rede de urgência e emergência no SUS, ressaltando tanto as conquistas obtidas quanto os obstáculos enfrentados. O médico destacou que políticas públicas de saúde, especialmente aquelas relacionadas à atenção especializada, com foco maior na alta complexidade, sofreram um desmonte nos últimos tempos. O financiamento e a expansão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) foram negligenciados ao longo dos anos.

“As UPAs possuem grande relevância no cenário da nossa saúde pública. É uma estratégia bem-sucedida no Brasil, criada para separar casos de menor gravidade dos mais complexos, aliviando a sobrecarga nos hospitais. No entanto, elas também enfrentam desafios, como a escassez de profissionais e a necessidade de adoção de tecnologia e equipamentos para aprimorar sua eficiência. O Ministério da Saúde tem como objetivo estabelecer critérios mínimos de qualidade, segurança e produtividade para as UPAs, visando a melhoria da assistência e o aumento da capacidade resolutiva”, explicou o médico.

No âmbito do atendimento realizado através das UPA’s, há também uma preocupação em relação ao número elevado de atendimentos classificados como pouco ou não urgentes, que, segundo Nilton, poderiam ser melhor atendidos na atenção primária à saúde. Ele destacou que o Governo Federal está retomando programas, como o Mais Médicos e a implementação de equipes multiprofissionais, com o intuito de ampliar o acesso e a qualidade da atenção primária; iniciativas que também influenciarão positivamente na qualidade dos serviços prestados pelas UPAs, buscando, assim, uma maior integração entre a atenção especializada e a atenção primária em saúde, visando proporcionar um cuidado mais eficaz aos usuários.

Não para por aí: o SAMU e as UPA’s sofrem constantemente com o subfinanciamento para expansão, compra de insumos e contratações de profissionais. De acordo com Nilton no questionamento elaborado por Rodrigo Lages, há um notável esforço do Ministério da Saúde para solucionar essa questão, buscando um equilíbrio maior no financiamento.

“A recomposição gradativa dos recursos é um compromisso assumido pelo Ministério da Saúde, que está finalizando a análise de impacto financeiro e orçamentário para apresentar propostas de ajuste no custeio e nos investimentos destinados às UPAs e ao SAMU. Atualmente, são muitas as perspectivas de melhoria nas políticas públicas de saúde de modo geral, com financiamento equilibrado para o fornecimento de um atendimento de excelência a todos os usuários”, finalizou o Dr. Nilton Pereira Jùnior.

Para escutar o bate-papo na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=OukOGdtsWRY

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